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~*MeUs PeSaDeLoS*~

Comments: Segunda-feira, Março 03, 2008

Continue...

Por Ma Neumeister | 1:55 AM |

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Comments: Sexta-feira, Maio 25, 2007

Defeito ou qualidade? Estar sempre à procura do diferencial, do que a gente supõe poder salvar a nossa vida, nos tirar dessa mesmice de emoções que nos remete o cotidiano.
O homem passa a vida toda atrás de seus sonhos, esses sempre tão longes, tão perdidos na maré dos desejos constantes, tão confusos na mente inanimada do serzinho insignificante que ousa sonhar com o néctar dos deuses: a tão procurada felicidade.
E quando se depara com aquilo que tanto almejou, com o pouco que sempre pareceu ser muito, eis que o homem expõe seu defeito mor, a insatisfação. Não é culpa do ser, viciou-se na insatisfação sem nem mesmo perceber, que quando se depara com a felicidade - essa tão simples, tão mirradinha perto de todos os sonhos que um dia devoraram a cabeça de quem sonhava-, resolve achar que não é bem aquilo, que esse sentimento tão simples não pode ser o que vai preencher o imenso rombo que existe em seu coração, viciado na insatisfação, ignora e continua a percorrer sozinho a trilha do seu íntimo, em busca da perfeição, da tal felicidade que ele sempre supôs ser maior.
A gente não tem noção do quão frágil podemos ser. Não temos conhecimento sobre a fragilidade do outro, não temos noção do quanto podemos machucar e magoar quem amamos.
A felicidade é simples mesmo.
E, pra ser feliz, basta aceitar o fato de que a felicidade está disposta nas pequenas coisas da vida e que a gente precisa estar aberto às manifestações dela.
Caso contrário a gente ignora, continua insatisfeito, correndo atrás do tempo... do tempo perdido e daquilo que não existe: as ¿mirabolâncias¿ da nossa mente.

Por Maí Neumeister

Por Ma Neumeister | 11:46 PM |

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Comments: Terça-feira, Março 13, 2007

Falta força e motivação
=/

Por Ma Neumeister | 7:28 PM |

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Comments: Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Carna Hell, da Blood Hall.
Já foi!
:)

Por Ma Neumeister | 1:55 PM |

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Comments: Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

"Se há em mim esta casca
que se descasca
esta mina de coragem
tapada por ser quem sou
Se fui traindo a meu ser
e só encontrei imagem
de sobressaltos,
salva de poder
salva de podres que fazem
as atitudes do próprio ser
Não tiro a casca que me protege
desta poderosa dor
Culpem-me por não querer viver
de viver num mundo exterior
Sou sensível demais por dentro
sou algo que não se vê na hora,
mas na rebeldia está meu centro
pra me proteger daquilo que se vê por fora
Porque escuto o dom e a palavra
Porque discuto a cor da luz
Porque encontro do nada
algo que me seduz
Sem me suprir da proteção divina,
sem transparecer quem sou
Sei que ao virar da esquina
estará tudo o que dou.
Dos méritos isolados
de quem se esconde
Dos gratificantes nobres
que se escondem na casca
seus segredos vão para onde?
Do interior tudo se afasta.
Está em meu ser
puxar anjos e diabos,
estar seguro por laços mal atados
Vou encontrar quem acredite no meu interior
e o encontre com prazer
Encontra-me!"

(Nuno Godinho)




Att,
Maí.

Por Ma Neumeister | 10:38 PM |

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Comments: Domingo, Novembro 19, 2006

Ainda vivo.

Por Ma Neumeister | 12:02 AM |

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Comments: Sexta-feira, Setembro 08, 2006




Tantas e tantas vezes a vida me pôs diante da aprovação de pessoas que gostei. E mais tantas vezes a vida me pôs diante da verdade.
A verdade é que nem sempre soube dar o valor certo pra cada uma dessas pessoas das quais eu esperava aprovação (de um modo geral), e nem sempre vali o valor que cobrei.
Hoje não preciso mais da aprovação das pessoas que não tem um valor considerável ao meu ver. Aprendi que por mais humanos que sejamos, que os outros sejam, existem erros imperdoáveis, pedidos de desculpa indesculpáveis, sentimentos que por mais que não calem, que não morram, precisam ser enterrados porque já não tem mais nenhum significado de valia na minha vida, persistem apenas por não terem um ponto final.
Errei muito com algumas pessoas, errei muito mais comigo mesma, e esses erros eu compreendo o por que de serem imperdoáveis.
Hoje se pudesse, talvez faria as coisas de modo diferente, porque se soubesse o valor de tudo o que passou na minha vida até agora, talvez eu não tivesse nem dado oportunidade para que esses erros tivessem acontecido, ou melhor, sabendo o valor de tudo, não teria pago o preço que paguei por algumas pessoas... pessoas essas que magoei e que me magoaram também.
Mas já basta, isso é papo de quem não tem futuro, e eu ainda desejo muitos erros para cometer, muitos acertos para ganhar, desejo tudo que me proporcione a felicidade de uma boa conclusão, tudo que me proporcione um bom aprendizado!
Já não é mais de minha conta o sentimento de quem ainda sente algo por mim.
Espero que cada um saiba dar o valor certo pra tudo e todos na sua vida.


Nem sempre você é a escolhas das suas escolhas! E o valor que cada pessoa tem pra você, é o valor que você decide dar a ela! Do resto pouco importa o valor que as suas ¿não-escolhas¿ te dão, o mesmo é para o valor que você [não]dá a elas!


Atenciosamente,
Maí.
=***

Por Ma Neumeister | 1:02 PM |

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Comments: Sábado, Maio 27, 2006


Por Ma Neumeister | 7:59 PM |

Comments:

Me odeio!
Desisti.
Falhei.


Beijos,
Maíra.

Por Ma Neumeister | 7:58 PM |

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Comments: Sexta-feira, Março 10, 2006

Hoje resolvi contar a história de Anita.
Anita é uma bela menina, inteligente e muito otimista. Anita também tem um coração quebrado.
Ela ama a sua família, no entanto não se dá muito bem com seus familiares. A menina também tem uma família quebrada.
No que me recordo foi no ano passado que tudo aconteceu. Aliás, não TUDO exatamente, porque Anita ainda é viva e parece que no fundo continua a mesma.
Bem, como eu ia contando, foi no ano passado que esse fato aconteceu, foi no inverno, para ser mais precisa, no início do inverno.
Eu poderia reduzir a história resumindo-a em uma palavra apenas, no entanto como Anita não morreu, a notícia não saiu no jornal - sabe como é, não é? Os jornais só gostam de grandes tragédias - e ninguém ficou sabendo dessa história, portanto eu vou contá-la a partir daqui.
Já era mais ou menos onze horas da noite, a família estava reunida (alguns primos, a mãe, os irmãos e se não me falha a memória uma tia também), a conversa fluía bem até o assunto ganhar nome de: Anita. Bem, o irmão mais novo - ainda muito infantil - como sempre, depois de deixar os mais velhos debaterem sobre a vida de sua irmã começou a chacotar dela.
Anita estava farta - e eu no lugar dela também estaria! -, e não deixou barato. Por mais que um pensamento correto lhe insistisse para não dar escândalo, não teve jeito. Foram poucas as palavras, mas saíram de sua boca quase pegando fogo.
Depois de ver que todos a observavam meio que boquiabertos e seu irmão ainda rindo de sua cara, Anita resolveu ir para o quarto.
Pensou rápido sobre sua breve vida, pensou pouco demais para calcular os danos e ganhos de uma vida que poderia se estender tanto.
Anita decidiu morrer como quem decide comer porque está com fome. A nossa menina nunca teve medo da morte. Desde pequena seus maiores medos eram a solidão e as perdas que a morte poderia lhe trazer.
Antes de morrer, Anita queria deixar uma carta para sua melhor amiga - cujo nome não será revelado -, então o fez. Anita pôs no papel todas as palavras que lhe vieram à mente (como nas frases: "eu te amo", "não esqueça de mim", "vai ficar tudo bem" e "tchau"), mesmo que seu desejo fosse apenas escrever todas as palavras bonitas que conhecia (como: amor, felicidade, música, amizade, respeito, doce, sonhos, carinho, noite e tudo mais de maravilhoso que pudesse ser escrito). No ardor das emoções a carta foi mais uma despedida do que uma declaração de amor que sua melhor amiga merecia, no entanto, a carta ficou boa.
Para começar, Anita verificou seu estoque de medicamentos - já que sofria de depressão, problemas cardíacos, entre outras doencinhas, como dor de cabeça, cólica, etc.
Ela tinha meia caixa de Buscopan Composto (*é a combinação de dois medicamentos que promovem alívio rápido e prolongado de cólicas, dores e desconforto abdominal), cinco caixas de Vascase (*é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial bem como na hipertensão renal) e duas caixas de Serenata (*este indicado para o tratamento de sintomas de depressão, incluindo depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania. Está também indicado para o tratamento do transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do pânico e transtorno do stress pós-traumático).
Analisou a situação:
*10 comprimidos de Buscopan composto 250mg;
*140 comprimidos de Vascase 1mg;
*40 comprimidos de Serenata 50mg.
Acho que de certa forma Anita não queria morrer, não por medo da morte, mas pelo medo de deixar de aproveitar o que poderia surgir na sua vida futuramente, medo de abandonar seus sonhos, sua amiga, seus amores futuros e tudo mais que poderia acontecer. Mas nesse momento ela já estava calma e serena.
Anita mais do que nunca estava decidida a morrer. Mesmo assim optou pelo mais fraco, que era para poder ter certeza de algumas coisas. Ela pensava que essa possibilidade lhe mostraria que se desse certo, então era pra ela ter morrido mesmo, coso contrário, se ela sobrevivesse era porque a morte estava lhe dando outra chance de tentar melhorar as coisas na sua vida, outro pensamento que lhe ocorreu é que se ela sobrevivesse também poderia ser sinal de que nem a morte a desejava por ser uma menina tão fraca e ridícula.
Pois bem, foi até a cozinha e se serviu de Coca-Cola (sua bebida predileta). Voltou para o quarto, sentou na cama e naquela certeza duvidosa engoliu os dez comprimidos de Buscopan com mais os quarenta comprimidos de Serenata.
Pensando bem, não seria nada agradável morrer do coração devido às complicações que os comprimidos de Vascase poderiam lhe causar.
A menina Anita deitou-se na cama e ficou esperando o sono chegar.
Já devia ser onze e quarenta e cinco da noite, imagino, e não demorou mais que cinco minutos para que o desconforto começasse a perturbar a coitada.
Por fim ela dormiu.
Era exatamente quatro e quinze da madrugada quando de um pesadelo horrível Anita acordou. Essa noite foi a pior de sua vida.
Anita suava frio, suas pernas tremiam como se ela estivesse tendo um ataque epilético, muitas alucinações, enjôo, tontura e dor no corpo. Mas ela sobreviveu para sentir suas conseqüências até o último minuto.
Estava completamente dopada, com as pupilas gigantes. Ao se levantar para ir ao banheiro vomitar, Anita caiu com tudo no chão, tamanha era a falta de equilíbrio. E como não conseguia caminhar porque estava tonta e suas pernas não respondiam aos seus comandos, Anita rastejou-se até a parede, onde com muito custo conseguiu levantar-se, então foi se apoiando nas paredes que conseguiu chegar até o banheiro.
Nessa noite ela viu seus avós (que já eram falecidos) conversando no seu quarto - eles comentavam sobre o estado em que ela se encontrava -, e seguiu a madrugada inteira deitada na cama conversando, ou melhor, delirando consigo mesma enquanto tentava desesperadamente esquentar seus pés.
O dia clareou e ela não foi para a escola e assim foi até o fim da semana. A maioria dos efeitos colaterais permaneceu no seu corpinho franzino durante três dias.
Ela, bem, ela sobreviveu. Tirou algumas conclusões sobre isso tudo, hoje ela ainda tenta seguir tranqüila com a vida que leva, se cai, se levanta e assim vai sendo.
A carta daquela noite foi entregue mesmo assim, e tudo ente elas está normal, preferiram não falar mais sobre isso, já que a amiga de Anita acredita que a morte lhe deu outra oportunidade.
Eu fiz a minha parte. Por conhecer Anita contei a vocês a história que poucos sabem, mas que muitos deveriam conhecer, porque apesar de tudo Anita é otimista e é maravilhosa.
ALIÁS, ACHO QUE OTIMISTA É AQUELE QUE BEM OU MAL ACORDA TODOS OS DIAS.

Com carinho,
Maíra Tisbierek Padilha.

Por Ma Neumeister | 5:06 PM |

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Comments: Terça-feira, Março 07, 2006


Por Ma Neumeister | 8:57 PM |

Comments:

Fui tomada por um sentimento muito desagradável. É como se repentinamente tudo não passasse de nada mais que um imenso vazio, onde não há satisfação e nem nunca houvera antes.
Não há como explicar. Sinto-me como se fosse destinada a ter uma vida vazia devido ao histórico da vida dos que me cercam, como se fosse herdeira de apenas coisas ruins. O que não é tão verdade assim. Do mesmo me bateu uma tristeza quase tão desagradável quanto ao simples sentimento de desistência que agora predomina.
Eu não entendo direito se o que falta é o necessário ou se sou infeliz com básico. Parece que as coisas não têm graça, não têm sentido, parece que se sobrevive somente para continuar o que já começou, como se não fossem necessários sentimentos bons causados por atitudes prazerosas.
Quem sabe é somente a minha vida que está "sem sal e/ou sem açúcar".

Sem gosto de nada,
Maíra*
+.+

Por Ma Neumeister | 8:51 PM |

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Comments: Sábado, Fevereiro 25, 2006


Por Ma Neumeister | 5:35 PM |

Comments:

Bom, a inspiração me pegou desprevenida em um momento inoportuno, não sei se hoje conseguirei escrever tudo aquilo que me veio à mente como um raio de luz em meio a escuridão.
Talvez no meu mundinho realmente não haja a tal felicidade e, isso talvez não seja tão ruim assim. Também não saberia explicar direito o que é a felicidade, nas faces alheias a felicidade pode ser discreta, grosseira ou escandalosa e eu não tenho certeza se todas as expressões da felicidade são verdadeiras.
Eu gostaria de gostar, ter expressões simples de como quem está amando - um leve e sublime amor, como se o mesmo não te remetesse a sensações agressivas -, gostaria de gostar como os cegos gostam dos sonhos e os surdos gostam das vibrações. Carência é algo incontrolável, ninguém é mecânico e se você não souber lidar com esse sentimento, bom, então ele saberá lidar direitinho com você e seu corpo. Carência ilusória te faz voltar a ser primitivo e, se você não souber gostar, então você se confunde e fica carente a ponto de fazer o que não se deve fazer. Pra mim isso não é felicidade, e pra você?
Até quando eu agüentarei? Não sei. Seis meses já se foram, e quase não fez diferença, mas foi bom porque eu descobri muita coisa, por exemplo, que, com o tempo tudo muda mesmo (mesmo!!!), confirmei o que já há tempos fora confirmado: o tempo é sábio e quando nós estamos mais fracos e sem referências é no 'chão das boas emoções' que vamos procurar o consolo, o consolo ilusório. O consolo que mente para depois matar.
Quando se sabe das coisas e se é persistente, é muito difícil se deixar levar por mentiras e sonhos corrompidos, tão pouco por sentimentos primitivos.
Eu não sei direito o que desejo, não sei nem se desejar está certo, será mesmo que a frase: "nasci e vou morrer só" é verdadeira? Será que isso é possível para pessoas acessíveis? Eu não me acho muito estúpida, acredito que não sou muito 'domável' ou controlável, talvez meu perfume naturalmente funcione como repelente humano, e eu, bem, eu tenho meus amigos, mas nem todo mundo me suporta, e mais uma vez não me acho tão metida, eu primeiro observo de dentro da minha 'bolha territorial', depois de analisar eu me permito ou não ser amiga e carinhosa. Isso é fundamental, faz parte da proteção, uma qualidade e ao mesmo tempo um defeito.
Para finalizar...
"Maíra

Andando em um louco compasso descompassado,
Alternando formas e pensamentos loucos,
Loucos pensamentos de uma sã insanidade,
Refém eterna da real loucura da realidade,
Maliciosa, porém possuidora da mais bela das faces da malícia,
A ingênua ousadia da inocência entediada,
A linda ladra sedutora,
Que faz das leis as emoções,
És revolta tempestade no oceano das paixões,
O medo e ódio que se opõem à calmaria,
(...)"

(Trecho do poema dedicado a mim por Víctor Metropoller)

Com todo carinho,
Maíra*

Por Ma Neumeister | 5:25 PM |

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Comments: Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006


~* London After Midnight *~
"Sally's song"(tradução)

"Canção da Sally"

Eu entendo que há algo no vento,
Que sinto como a mão da tragédia
E eu acho que tenho gostado de esperar você...
Não posso mudar esse sentimento que eu conheço,
O pior é estar apenas por perto.

E ela percebe o que sinto por ela?
E ela pode ver o que significa para mim?
Acho que não...

O que será de meu querido amigo?
Onde as ações dele nos conduzem a eles?
Embora eu tenha gostado de encontrá-los,
Na sombra entusiástica deles
Tento tanto quanto posso, não ir...

E nós acabamos sempre juntos?
Não, eu acho que não.
Nunca serei o único.

Por Ma Neumeister | 6:48 PM |

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Comments: Domingo, Fevereiro 19, 2006



Oh! Eis que finalmente me surge uma espontânea vontade de escrever!
Mas que maravilha!
Purpurina.
Pra começar é bom lembrar que nos encontramos em pleno século XXI, e que quanto maior a 'modernidade' melhor. Bem, está certo que o ser humano já provou que tudo que vai volta, quer prova maior do que sempre que chegamos a um extremo voltamos logo em seguida ao passado? Máquina do tempo? Eu disse isso? Imagina! Quem dera, não?! Se fosse uma máquina do tempo ao invés de fazer mais cagada e cada vez espalhá-la mais, voltaríamos no tempo e tentaríamos melhorar tudo o que ficou 'errado'.
Outra coisa que vai ficar meio perdida por aqui, mas que não é novidade pra ninguém é o conceito da palavra errado. (Errado: 1. Que comete erro(s); Erro: 4. Desvio do bom caminho.) Veja que dependendo do ângulo que se observa as coisas o conceito de errado para cada um muda monstruosamente, a sociedade no entanto segue um padrão de 'bons costumes', que serve como um parâmetro para definir certo de errado, o que faz com que nós seres humanos possamos conviver em 'harmonia'.
Mas voltando ao assunto, a humanidade, bem, ela e seus extremos! Cada dia que passa os jovens mudam mais, um mais 'moderno' que o outro, essa é a regra para poder sobreviver no mundo canibal juvenil. Quanto mais repicado for o cabelo melhor, tintas coloridas também valem, não só na cabeleira, mas nos olhos, nas unhas e em tudo mais que possa ser modificado constantemente. As roupas então nem se fala, meninos cada vez mais afeminados, meninas que parecem com bonecas, sexualidade e existência em dúvida? Não, não, são simples fetiches.
Chicletes, listras, cor, muito preto, estampa de oncinha, adornos extravagantes, fetiches e mais fetiches no mundinho andrógino dos jovens mais paranóicos já avistados. Os valores se perdem em meio a tanto brilho, o que é o simples sentimento primitivo perto da extravagância? Nada! Para eles não é nada!
A agressão nos olhos hiper maquiados é cada vez mais freqüente, um tenta superar o outro, sem dó nem piedade, se faz absolutamente tudo para não ter personalidade própria e, sim, um status na sociedade dos 'rebeldes-oprimidos'.
É raro ver algo espontâneo, alguma atitude verdadeira que não seja inspirada em ídolos mortos. É raro ver algum jovem andrógino 'nascido' assim, é tudo faz de conta, porque quando o rosto sujo por maquilagem barata é tomado pela água do chuveiro de casa a máscara cai, o personagem vai embora e no ninho quem predomina é o filhinho da mamãe.
Certo que moda é moda, e hoje o futurístico se mistura com o retro. Talvez os filhos dessa era só não estejam preparados para lidar consigo mesmo, pensam que o que seu Eu esconde é tudo aquilo que a sua imaginação pode criar, o que não é verdade. A libertação está no ato de se permitir ser o que deseja e, não, se prender a uma verdade ambiciosa onde o mais estranho predomina.
É óbvio que cada regra tem sua exceção, e infelizmente nesse caso a exceção são os que verdadeira e simplesmente são o que são, e que por conseqüência acabam sendo os tais reais andróginos.
É muito bom poder ser gay e poder andar pelas ruas de mãos dadas com outro gay, assim como é ótimo poder ter o cabelo de qualquer cor, fazer todas as modificações que se quer, andar de calça ou de saia, em fim, é ótimo ser simplesmente você sem culpa, sem dever nada a ninguém. Se assuma! Seja você! Não espere a aprovação alheia, mas de forma alguma se torne refém do espelho, quanto mais dos que ditam as regras de um mundinho ridículo e torpe, onde todos os que desejam ser diferente acabam se tornando iguais uns aos outros.
A dita exceção nem sempre é diferente do resto, às vezes as exceções se tornam a regra.

Atenciosamente,
Maíra*


Por Ma Neumeister | 3:10 AM |

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Comments: Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Cd novo do Placebo, ~*MEDS*~
(ótimo! n__n*) --> Escutando sem parar <--
O cd chega ao Brasil somente em março, mas eu já baixei o cd pela internet ^.^ Do mesmo, se alguém quiser me presentear com o original, eu agradeço... =)


~*Placebo*~

" Broken Promise"
[ Participação especial de Michael Stipe (R.E.M). ]

We rise above this
We cry about that
As we live and learn
A broken promise
I was not honest
Now I watch as tables turn
And your singing

I wait my turn, to tear inside you
Watch you burn!
I'll wait my turn
I'll wait my turn
I'll cry about this
And hide my cockled eyes
As you come off all concerned
And I'll find no solace in your pore apologies
And your regret that sounds absurd
Keep singing
I wait my turn
To tear inside you
Watch you burn
I'll wait my turn
To terrorize you
Watch you burn
I'll wait my turn
I'll wait my turn

Promise, is a promise
Promise, is a promise
Promise, is a promise

And I wait my turn
To tear inside you ('promise, is a promise')
Watch you burn
I'll wait my turn

A broken promise!
you are not honest!
I'll bide my time! I'll wait my... turn.

***Quanto ao resto, eu vou 'aperfeiçoando'...
REPETE!!!! lá lá lá lá...

Por Ma Neumeister | 4:01 PM |

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Comments: Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Atenciosamente,
Maíra*


Por Ma Neumeister | 5:11 PM |

Comments:

Passando por um desapego material.
Abstinência causa dor física e mental. Abstinência do quê? Não sei. Só fico tremendo e esperando que um dia passe.
Medo de se viciar em remédios manipulados, remédios com um péssimo gosto.
Sem nada pra dizer, não há palavra que baste. Eu preciso de mais de uma frase para ter fama, e só algumas palavras para ser feliz. No amor e na mentira ninguém nunca se separa, as palavras são as mesmas, aquelas três palavras mágicas: eu te amo.
E quem meus olhos refletem na hora H? Acho que eles ficam alaranjados apesar de eu gostar muito mais de vermelho.
Sem nada pra dizer, não há palavra que baste.
É preciso de apenas um gesto para aprovar, outro gesto para negar. Palavras para se expressar. Verdades para calar. Vergonha para omitir. Sangue para morrer. Sentimentos para mentir. Sede para beber. Semente para germinar. Vontade para seguir. Pernas para andar. A morte para parar.
Precisa-se.
...

Com carinho,
Maí*

Por Ma Neumeister | 5:06 PM |

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Comments: Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

INADEQUÁVEL
Dois DEPAKOTEs para ansiedade.

Por Ma Neumeister | 12:58 AM |

Comments:

O que falar?
...
Sair dessa rotina, deixar de repetir o que você já está cansado de ouvir.
Daqui a uns dias mais um ano vai se fechar, e outro do zero passa começar. Vocês não sabem, não é?!
Eu sei e entendo. Esse ano não terá festas e nem lembretes sobre o início de meu ano novo, não temos por que comemorarmos, certo?! Certo.
Desânimo. O ano do desânimo no calendário de dois mil e seis.
Será que esse ano eu aprendo a sair do meu corpo? Deixo de me contradizer? De não me satisfazer? Será que o ano do desânimo terá frutos bons ou será que a peste pega novamente as macieiras? Será que mais gente vai morrer nesse ano? Quantos bebês estão para nascer?
Minha cama me gera um desconforto mental, não deixa meu corpo descansar e por conseqüência minha mente não consegue se aliviar, eu não durmo, tenho pesadelos e dor no corpo.
Mais uma crise particular. Fechadas as portas ninguém mais sai. E eu apresento a todos mais uma crise particular.

Até.
M*

Por Ma Neumeister | 12:45 AM |

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Comments: Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Nem tudo está perdido...
Com carinho,
Maíra*.


Por Ma Neumeister | 11:22 PM |

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Comments: Domingo, Janeiro 29, 2006

Uma foto boa não?! Dentre tantas outras essa foi a escolhida para mostrar nada em especial.
Beijos,
Maí*



Por Ma Neumeister | 8:29 PM |

Comments:

Voltei.
Nada a declarar.

-Escutando:
~*The 69 Eyes*~

"Gothic Girl"

You can see her whenever it rains
From Rome to New Orleans dancing on the graves
Burden by the heart she loves her sunglasses after dark
And every single day her little life falls apart
She's out to look so macabre and alone
She's close to hook on her dying

Just like a gothic girl
Lost in the darken world
My lil' gothic girl
Darkerside jewel are your razor cuts for real baby

You can see she's on her road to ruin
Stigmata from crucifixion on her pale white skin
Tribal pagan art she loves her tatooed egyptian mark
And every single day her love will tear us apart

-Será conhecidência?
Bom, eu prefiro essa música.

Por Ma Neumeister | 8:11 PM |

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Comments: Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Os ~*Meus Pesadelos*~ é em partes atraente. Como toda 'beleza' cega, não poderia esperar dos leitores do meu blog outra coisa que não fosse a CONFUSÃO.
Me parte o coração saber que depois de três anos de blogger.com.br ainda há gente que não entende o que escrevo.
Atenciosamente,
Maíra*

P.S.: Sim, ser fútil é fácil. Isso não quer dizer que eu seja (¬.¬*).
Quem me conhece que atire a primeira pedra então!


Foto antiga, que já havia postado aqui. Desculpem-me.

Por Ma Neumeister | 6:31 PM |

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Comments: Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

Ser fútil é fácil!
Troque de namorado(a) como se troca de roupa.
Não esqueça das palavras obrigatórias: EU TE AMO.
Porque ser fútil é fácil, e palavras são apenas palavras, não é?!
Beijos,
Maí*

~*Escutando: "Soldiers" - Switchblade Symphony*~


Por Ma Neumeister | 5:32 PM |

Comments:

"Vida a Dois"

Mais um ano que chega, com novas preocupações, fazendo todos manterem as preocupações do ano passado também.
E onde foi parar esse mundinho cheio de gente?
Fico preocupada com o tal amor que cada vez mais se mostra ilusório. Quantas pessoas no tempo em que vivemos morrem de amores por ai? O que era pra ser tão verdadeiro, tão cheio de força a ponto de ser delicado, o que era pra se chamar amor, hoje aleija pessoas e mais pessoas. Sim, está certo, elas causam sua própria dor. Os filhos crescem em um mundo tão pervertido e fraco de idéias, que ao se tornarem adultos (de idade) acabam criando regras erradas para serem seguidas por cabeças fracas que nascem com o passar do tempo.
A libertinagem é tão bela, tão atraente. Enche os olhos dos filhos das putas que depois odeiam seu próprio monstrinho de estimação como se ele fosse o verdadeiro culpado.
E eu fico pasma, porque cada vez mais se odeia o amor, cada vez mais cria-se comédias em cima do amor e a cada dez casos de amor que vão durar para o resto da vida das partes, oito vão para o túmulo com segredos de traições (que duraram ou foram resultado de uma falha rápida, um escorregão).
Cada dia que passa são mais cem pessoas desiludidas, compraram grandes paixões que por fim se mostraram apenas mentiras. Os filhos das putas não querem casar, não querem ter filhos, não desejam mais amar. Coitados, ainda não sabem o que é o amor, por isso o desprezam.
Os medos dos jovens amantes acabaram por dominar as mentes fracas também. Todo domingo e toda quinta-feira marca as separações. Jura-se amor eterno, para depois trair, enganar e desdizer tudo o que antes houvera dito. Porque hoje, pra todos, palavras são apenas palavras e, cada gesto terno e explicito não passa de pura dramaturgia. Todos atores de uma peça horrenda dos palcos de um bordel chamado "Vida a Dois".

(Por: Maíra Tisbierek Padilha)

Por Ma Neumeister | 5:27 PM |

Comments:

SUEDE
*Porque eu AMO essa banda;
*Porque eu AMO essa foto;
*Porque os clips dos caras são muito ótimos;
*Porque é lógico que essa banda me lembra você, você e eu. Nós três, mas os mais importantes somos EU e VOCÊ. Ou melhor, eramos, porque AGORA ACABOU DE VEZ!
Muitos beijos,
Maí*

Por Ma Neumeister | 1:18 AM |

Comments:

Como podem algumas verdades tão valiosas se tornarem mentiras tão cruéis?
Um novo início começa sempre em algum fim de alguma história perdida no espaço. Alguma história que não muda diretamente a vida de grandes multidões, influencia talvez algum(s) resultado(s) sutil(s), ou mesmo estrondoso(s), seria muita ousadia chamar toda essa trama de destino, e assim por fim acusar o mesmo de culpado? Ou a culpa é somente do sofredor? Do coitado? Quem sabe a culpa não seja do monstro que ocupa o coração de qualquer ser que por instinto, ou não, acaba protegendo o que é seu - ou o que ele acha que é seu -, independente de matar ou ferir alguém?
Sabe-se lá por qual motivo eu escrevo esse texto meio que sem rumo, ou mesmo por que eu desejo desesperadamente terminá-lo - e não se trata de desejar logo criar um final feliz para ele. Trata-se apenas de um enorme desejo de ter, finalmente, mais um texto meu com um final que se chame "final", e não "um dia quem sabe haverá uma continuação apresentável".
Não haverá mensagens subentendidas aqui. Nesse texto NÃO! Já dá pra ver que será mais um texto em linhas tortas, com palavras certas em direções opostas. Ou seja, mais um texto sem algum grande propósito. Talvez, nenhum propósito.
Isso é resultado de pensamentos soltos que não tem continuação dentro de minha mente, mas que ficam lá me enchendo a paciência, pedindo: "-Por favor Maíra, deixa eu sair! Aqui dentro está tão apertado... É, eu sei que não tenho continuação, mas nem todos os filhos são certos, e você sabe disso (hehehehe). Então vai! Me soltaaaaaaaa!!!" E daí meus caros, o que eu posso fazer? Chega uma hora em que estou assustada por ter passado um tempo sem escrever, e minha cabeça fica tão superlotada que acabo meio que em um impulso escrevendo. E sai isso! É, isso mesmo que você está lendo! Um pouco de verdade, um pouco de ilusão, tudo bem "embaçado".
E como eu podia esperar nessa temporada nada inspiradora, acho que esse é um texto sem final. O que não me impede de por uma última palavra nele.
FIM.
P.S.: Perceberam o quanto eu AMO a palavra TALVEZ??? Eu AMO MESMO A PALAVRA TALVEZ!
P.S.2: Perceberam também que terminaram de ler um texto que, ao contrário do que eu havia dito nele, não tem sentido/propósito algum. É a palavra TALVEZ nos remete a sensação de que, o que era pra ser resolvido acabou mesmo não sendo resolvido de fato, apenas foi lembrado, remoído e deixado para uma outra hora qualquer. Até porque o "TALVEZ" tem a missão de dar ao assunto duas (ou mais) "alternativas", alternativas essas que no meu texto ainda não foram escolhidas. SEMPROPÓSITOALGUMPROPÓSITO, ENTENDE?

Com todo o carinho,
Maíra*
Pra quem deseja: Um feliz 2006 (serei eu foda o suficiente para matar mais um ano??? Tomara que esse não me mate antes, assim não sendo maldito.
Mas por enquanto vai:
2006 MALDITOOOO >.<* fuck!







Por Ma Neumeister | 1:04 AM |

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Comments: Sábado, Dezembro 24, 2005

Porque simplesmente eu amo essa banda e não tem como negar... As letras foram escritas pra mim. Eu me odeio e odeio fim de ano....
Foda-se/Foda-se/Foda-se!!!
Poque eu também me revolto e sou foda... quero matar a MERDA QUE ME ESPERA: 2006
¨¬.¬

~*Placebo*~
"Black Eyed" (traduçao)
Olho preto

Eu nunca tive fé
E eu nunca fui confiável
À beira da esquizofrenia
Eu era a garatia de causar uma confusão
Eu nunca fui leal, exceto às minhas zonas erógenas
Eu sempre terei o olho preto
Sou o produto de um lar desfeito

Olho preto

Eu nunca tive fé
E nunca fui confiável
À beira da bipolaridade
Pra sempre te enchendo o saco
Eu nunca fui grato
É por isso que passo meus dias sozinho
Eu sempre terei o olho preto
Sou o produto de um lar desfeito
Lar desfeito

Olho preto

Eu nunca tive fé
E eu nunca fui confiável
À beira da esquizofrenia
Eu era a garatia de causar uma confusão
Eu nunca fui leal, exceto às minhas zonas erógenas
Eu sempre terei o olho preto
Sou o produto de um lar desfeito

Olho preto

Por Ma Neumeister | 11:32 PM |

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Comments: Terça-feira, Dezembro 20, 2005

O que antes eu tinha postado aqui não era mentira. Só que agora vai ficar no passado, espero que morto (bem morto!) e enterrado

P.S.: Acho que já postei essa foto... Mas vou postá-la novamente porque hoje demadrugada eu estava assim, bem igual, só que o espelho no meu caso já não estava mais inteiro. Mais sete anos de azar...FO-DA-SE!!!
Beijos,
Maíra*

Por Ma Neumeister | 8:40 PM |

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Comments: Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Foto meio podre, mas tem sua beleza.
Beijos

Por Ma Neumeister | 3:48 PM |

Comments:

Um dia eu pensei que fosse ficar bem.
Pensei que as coisas fossem ficar certas.
Que não mais precisaria me acabar.
Que não mais precisaria ter tempo.
Não sei se escrevo, se choro, se escuto a música, se me esforço.
Não sei.
Bom agora vocês me dão licença.
Vou procurar minha melhor roupa. Irei tomar banho, secar os cabelos. Depois vou me maquiar, me vestir, passar perfume (aquele com cheiro de baunilha).
E só depois de estar bem bela e arrumada, vou pegar impulso e me jogar aqui do quarto andar.
Obrigada pela atenção.
Até!
Beijos,
Maíra

Por Ma Neumeister | 3:42 PM |

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Comments: Domingo, Dezembro 11, 2005

Deletei! =]

Por Ma Neumeister | 10:05 PM |

Comments:

"O Mar"

Você está sentindo?
Sinta o balanço das águas mórbidas do mar que levam teu barco de porto em porto, que te levam a novos lares que nunca dão certo.
Imagine que cada nuvem no céu é algo que se deseja, e então todos os dias serão seus. Imagine que cada estrela do céu é uma gota de lágrima derramada por ti, e então todos os amores conhecidos você conquistou.
Imagine que toda a água do oceano é a sua mente. Isso provará o quanto você é instável.
Seu barquinho é de papel? Qual dia será o dia em que você parará em seu porto seguro? Qual dia será o dia em que você conhecerá o seu porto seguro?
Sinta todas as tempestades e calmarias. Os medos e os alívios. Cada onda que vira o seu barquinho é uma onda que define se você viverá ou morrerá.
Você precisa ser forte, e cada filho deixado é mais um que tem de ser forte.
Você não é forte, não é?!
E não sabe onde sua mente o levará. Também não sabe se resistirá à próxima onda. Nem sabe se amanhã haverá nuvens no céu. E se um dia as estrelas não mais existirem? Baterá-lhe um rápido desespero se for noite de lua cheia?

(Por: Maíra T. Padilha)


Me desculpem, mas ando completamente sem inspiração para escrever qualquer merda. Hoje tentei escrever algo que preste, mas como vocês podem ver sobrou mesmo a bosta do raspo do tacho (o texto à cima está hor-ren-do!).
Comigo as coisas estão na mesma. Pensei outro dia que havia melhorado, mas estava errada.
Beijos a todos!
Maí*

P.S.: Cof-cof! ¬.¬* Deprimente, não?! he-he U.U"...

Por Ma Neumeister | 10:00 PM |

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Comments: Segunda-feira, Novembro 28, 2005


Com carinho,
Maíra T. Padilha
Beijos para meu irmão, Gracie, Vivian, Julio, Fernanda, minha médica, Tess e Menino que dançou comigo sexta (dia 25/11).

Por Ma Neumeister | 5:18 PM |

Comments:

Porque eu estou vendo a vida passar, estou vendo todos tomarem jeito (seja ele qual for), tudo se modificando. Estou vendo as estações do ano, os dias, as horas.
E nada.
Parece que quanto mais eu peço pra melhorar, mais eu pioro. Está tudo tão estranho.
Eu tenho medo de amar, tenho medo de morrer, tenho medo de enlouquecer, ficar só. Tantos medos assolam minha mente, nem sei ao certo como faço para me mexer. É assim: eu parada e a vida me atropelando.
Eu tento, sou otimista, animo os outros (que estão a minha volta) quando posso, nem me importo em dançar sozinha, sair sozinha (cinema, festas, qualquer lugar), é assim que vivo, e não me importo, porque nessas horas eu sou otimista, eu quero estar bem. Super bem. Sou ridícula e nem me importo.
Eu estou perdendo o rumo, não sei mais o que sou. Crise existencial? Sim. Ridículo? Talvez. Por mais que eu exponha minha vida aqui, por mais que eu deixe qualquer um saber o que sinto e penso, ninguém sabe quais são meus motivos. Nem sabem se minhas idéias não foram modificadas antes de escrevê-las, não sabem se é sério ou não. O por que é obvio e simples, porque ninguém me conhece a ponto de poder saber se minha vida é verdade ou não, ninguém me conhece a ponto de poder julgar minha vida ridícula ou não. E é esse o porque do talvez.
E eu quero o que de melhor eu conseguir ter.
Eu tenho medo de sair, por isso não posso conhecer você. Porque são "raras" às vezes em que saio. E me desculpa querido, eu quase sempre estou fechada, fechada para balanço.

Atenciosamente,
Maí*


Por Ma Neumeister | 5:08 PM |

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Comments: Domingo, Novembro 27, 2005

**HIM**
"Join Me In Death"
Junte-se a mim na morte

Baby junte-se a mim na morte
Baby junte-se a mim na morte
Baby junte-se a mim na morte

Nós somos tão jovens
Nossas vidas mal começaram
Mas já estamos considerando
Escapar deste mundo

E nós temos esperado tanto
A chegada deste momento
Estávamos tão ansiosos para estarmos juntos
Juntos na morte

Você não morrerá esta noite por amor
Baby junte-se a mim na morte
Você não morrerá
Baby junte-se a mim na morte
Você não morrerá esta noite por amor
Baby junte-se a mim na morte

Este mundo é um lugar cruel
E estamos aqui só pra perder
Então antes que a vida nos separe deixe
A morte abençoar-me com você

Você não morrerá esta noite por amor
Baby junte-se a mim na morte
Você não morrerá
Baby junte-se a mim na morte
Você não morrerá esta noite por amor
Baby junte-se a mim na morte
Junte-se a mim na morte

Esta vida não recompensa viver
Esta vida não recompensa viver
Esta vida não recompensa viver
Esta vida não recompensa viver

Você não morrerá esta noite por amor
Baby junte-se a mim na morte
Você não morrerá
Baby junte-se a mim na morte
Você não morrerá esta noite por amor
Baby junte-se a mim na morte

Baby junte-se a mim na morte

Por Ma Neumeister | 1:10 AM |

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Comments: Terça-feira, Novembro 22, 2005

Desculpa, mas eu tinha que postar essa foto +.+"

Por Ma Neumeister | 6:57 PM |

Comments:

"150mg"

Sei que é inútil escrever, quando as palavras já se esgotaram. Elas também faltam em minha boca.
Vão por um rio de mágoas os sonhos que um dia construí em cima de você. É que o seu castelo de areia desmoronou na primeira curva que o vento deu, destruindo o palacete maravilhoso feito por você, o palacete em que eu, tola, vivia.
Agora já são 150 mg, são três, quarto, daqui a pouco eu pulo e você vai ao meu enterro?
Não entendeu? Tudo bem! Eu também achava que entendia, mas hoje percebo que nunca entendi.
Fui ficar em cima do muro, pronto, cai. Fui querer amigos, pronto, os perdi. De tanto achar, achar e achar, pronto, me perdi. Rimou, mas juro que não foi proposital.
Vou tentar dar continuação ao texto. Respire fundo, conte: um... dois... três... E ai? Já tem algo para escrever?
Não... Tudo bem continua tentando. Não sei se você percebeu, mas já se foram três linhas de enrolação! Ótimo, às vezes serve!
Você sabe que algumas verdades são mentiras, e se elas não acabam com os outros, se elas não desmoronam os sonhos dos outros, desmoronam você, te corroem como se fosse ácido. E você sabe que as verdades são feitas para que se viva nelas, sem elas nada existiria. Então você já deve ter sacado, se as suas verdades são mentiras, seu mundo está caindo, você está corroendo, às vezes destruindo os sonhos de algumas pessoas.
As minhas verdades me confortam até um certo ponto. O qual me impede de pular pela janela e sair voando, o ponto que me impede de continuar a frase, o ponto certo entre a realidade e a fantasia. Minhas verdades me confortam enquanto elas existem, mas quando passam pela prova da realidade o meu mundinho desmorona e, sabe como é, eu começo a corroer.
Sem lágrimas, sem desilusão, só dor. Eu sei que minhas verdades favoritas são mentiras. E eu sei que não posso ser a dona delas, elas não cabem em mim.
E as suas verdades? Quais são? Quem sabe, achar que é, ou que pode, talvez que não seja, hã? Como?!
Pronto, desde então já se foram quatorze linhas, com essa quinze.

~~~~~~~~~~~ x.x ~~~~~~~~~~~

Uma vez um certo alguém me mandou isso por e-mail.
Sim docinho esta letra é linda/perfeita!
E é por isso que vou postá-la, porque acho que ela fica bem aqui, bem do jeito que você me mandou.


"I know its over.
Eu Sei Que Acabou
(letra: Morrissey música: Johnny Marr)

Oh Mãe, eu posso sentir o solo caindo sobre a minha cabeça
E enquanto eu subo numa cama vazia
Oh bem, já disse o suficiente.
Eu sei que acabou - ainda assim eu me apego
Não sei aonde mais eu posso ir
Oh ...

Oh Mãe, eu posso sentir o solo caindo sobre a minha cabeça
Veja, o oceano quer me tomar,
a faca quer me cortar - Você acha que pode me ajudar?
Noiva triste com um véu, por favor seja feliz
Belo noivo, dê espaço para ela
Amante agressivo, trate-a com carinho
(embora ela precise de você mais do que o ama)

Eu sei que acabou - ainda assim eu me apego
Não sei aonde mais eu posso ir
de novo, de novo, de novo, de novo

Eu sei que acabou, e nunca começou de verdade
Mas no meu coração era tão real...
E você inclusive conversou comigo, e falou:
"Se você é tão engraçado - por que está sozinho hoje à noite?
E se você é tão esperto - então por que está sozinho hoje à noite?
Se você é tão divertido - então por que está sozinho hoje à noite?
Se você é tão bonito - por que você dorme sozinho hoje à noite?"

Eu sei: é porque esta noite é igual a qualquer outra noite
É por isto que você está sozinho hoje à noite
Com seus triunfos e charmes
enquanto eles estão um no braço do outro...
É tão fácil sorrir, é tão fácil odiar
É preciso força para ser gentil e bondoso
(de novo, de novo, de novo, de novo)
É tão fácil sorrir, é tão fácil odiar
É preciso determinação para ser gentil e bondoso
(de novo, de novo)
O amor é natural e real - mas não para você, meu amor
Não hoje à noite, meu amor
O amor é natural e real - mas não para pessoas como você e eu, meu amor

Oh Mãe, eu posso sentir o solo caindo sobre a minha cabeça
Oh Mãe, eu posso sentir o solo caindo sobre a minha cabeça..."


Por Ma Neumeister | 6:54 PM |

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Comments: Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Em meio a tanto tumulto ainda sobra tempo para escrever. Sim ando sumida, é que houve algumas mudanças. Admito também que nenhuma idéia foi inspiradora o suficiente a ponto de fazer com que eu me locomovesse até algum lugar para postar. A vontade pouco existe, só há alguma preocupação em deixar Meus Pesadelos abandonados.
Conheci algumas pessoas aqui, outras ali. Sai duas ou três vezes e Porto Alegre continua triste, ou melhor, deprimente. Tudo bem, não é pra tanto! Mas convenhamos, o que torna a cidade agradável não são as árvores ou a sujeira, mas sim as pessoas, e o resto nem preciso falar, está na cara...
Ai, ai... Chover no molhado, que coisa mais sem graça, tal como a autora. Pífia.
Pois é, quem eu amo "sente muito, mas não pode me ajudar", quem me ama não demora e logo abandona a idéia.
Carente talvez? Sim, talvez.
Carente de algumas coisas, certas pessoas. Sim, sim! Cheia de saudades, de amados que nunca de fato existiram, que não vão existir, de amigos que já me deixaram, ou que por qualquer merda do destino eu os deixo por ai, saudades também de amigos que nunca o serão.
Não posso esquecer do mendigo nojento que toda manhã bate a minha porta e me acompanha: o tédio. Passamos as tardes juntos e isso vocês já sabem. Cof-cof!
Minha vidinha, um livro aberto pra qualquer idiota ler e se esbaldar em qualquer tipo de sentimento (não estou perguntando o que sente, ok!!!).
Não poderia deixar de agradecer a todos que se preocuparam comigo. Um grande beijo a: Vanessa, Grace, Julio, Sandra, Jarede, Fanciele e Cristina. Bom, acho que é isso.
Beijos e, por favor, não se estressem com o texto, ele está meio sem pé e sem cabeça, mas pra mim ta razoável, até porque nenhum texto meu fez diferença alguma até hoje.
Com carinho,
Maí*

{pois é... sem inspiração alguma}

Por Ma Neumeister | 9:58 PM |

Comments:


**Diary of Dreams**

"She"

She has the silence deep in her breasts embraced
She wears a perfume of a truly vicious taste.
She has the wisdom in her empathic eyes.
She knows the truth to all unspoken lies.

She says she'd seel her angel for a dream
She says that she is not who she might seem
She says that she has lost her self-esteem
She says that she will not give up her dream

She offers traitors her lap to feel like home.
She masteres violence as if she fears noone.
She makes your anger turn into quiet tears.
She makes you laugh about intimate fears.

She hears the voices that tell me what to do.
She look into our eyes, but only smiles at you.
She knows the warmth she feels is not for long.
She stopped to speak that's why I end this song.

It's kind of funny, you know...
'cause I'm not really hear for your psycho games
Little demons make your eyes turn silver, you freak!
Your lips are turning blue
No, this is really not my kind of stimulation
No, this is not a proper treatment
Life? You can have it if you want!
It doesn't mean anything to me, anyway, you freak!

Por Ma Neumeister | 9:52 PM |

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Comments: Quarta-feira, Outubro 19, 2005

*Pq a banda é ÓTIMA;
*pq eu não tenho mais vontade de escrever;
*pq essa música já diz o que se tem para ser dito;
*pq os caras são tudo mesmo;
*e pq eu amo verde;
*(Ah! Quase me esqueci!) Pq o Peter Steele é "MUITO GENEROSO" (derrepente: fogo ^.^!)

Vivian, te amo! Beijossss
Atenciosamente,
Maí*


Por Ma Neumeister | 5:03 PM |

Comments:



**Type O Negative**

"Anesthesia"

Like a flash of light in an endless night
Life is trapped between two black entities
Cause when you trust someone, illusion has begun
No way to prepare, impending despair

Did one say so cruel: "Tis better to love than lose"
Ignorance is bliss - wish not knew your kiss
So many times been burned, this lesson goes unlearned
Remember desire only fuels the fire - liar

Betwixed birth and death, every breath regret
I pity the living, envy for the dead
Emotionally stunned, in defense, I'm numb
I'd rather not care than to be aware - be scared

I don't need love

Are a thousand tears worth a single smile?
When you give an inch, will they take a mile?
Longing for the past but dreading the future
If not being used, well then you're a user and a loser

World reknowned failure at both death and life
Given nothingness, purgatory blight
To run and hide, a cowardly procedure
Options exhausted, except for anesthesia - anesthesia

I don't feel anything.

Por Ma Neumeister | 5:00 PM |

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Comments: Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Escutando: Ne Me Quite Pas - Mireille Mathieu
Com carinho,
Maí*


Por Ma Neumeister | 4:40 PM |

Comments:

"Mia (morte)"

Não adiantava insistir, Mia estava quase morta. Mesmo no hospital as chances eram poucas.
Sua médica estava explicando para a mãe de Mia que aquele tipo de doença não tinha cura, estava na alma, e a alma não se medica, se reza para curar.
As enfermidades de Mia acabaram explícitas no seu rosto, que por sinal era um dos mais belos que já havia passado por aquele hospital.
"Lastimável", repetia a médica a cada suspiro da mãe de Mia. Era realmente muito mais do que lastimável a perda da jovem coitada, nossa heroína.
Não se sabe ao certo qual a causa de sua prevista morte, só sabia-se que era o fim.
Mia andava apática naqueles tempos, não comia, estava sempre com sono, sempre com lágrimas nos olhos.
A guerra já havia acabado, a cidade estava voltando ao normal, seu pai ia bem nos negócios e sua mãe havia conseguido um emprego para começar na próxima segunda feira na escola municipal. Mia tinha tudo o que uma garota podia querer, e era feliz até então, mas foi em um dia qualquer de novembro que Mia ao voltar do campo florido começou a aparentar infelicidade.
Ela ainda estava bem, mas a cada ano que se passava a coitada ficava cada vez mais estranha. Primeiro ela tinha dez anos, depois quinze e agora dezoito. Com dezoito anos Mia se encontrava a beira da morte sem solução entrevada em uma cama macia do hospital, onde tudo tinha cheiro de lavanda. Era início de novembro de uma primavera dos anos 50, e esse ano novo que estava a caminho não poderia mais ser visto pelos olhos grandes e negros feito jabuticaba que Mia tinha. Os olhos já brancos de cegueira só reluziam a luz das lâmpadas, não mais brilhavam pela vida.
Ninguém vai saber ao certo porque ela morreu, ninguém vai saber o que se passou pela mente da franzina na hora da morte, e nem o que se passou pela sua mente a oito anos atrás naquele imenso campo florido que esbanjava vida.
Mia sabia que ainda estava viva, e ela sabia também o segredo que teria de levar junto para o túmulo. Ela sentia o cheiro de lavanda, e se lembrava daquele dia qualquer. Estava nostálgica, sentia cada respirar como se fosse o último, pensava na vida e no que há por detrás dela.
Tão simples era morrer. Bastava só se entregar e apodrecer como uma fruta que cai do pé.
A velha cega do campo florido lhe disse que bastava se respirar para estar viva, só que ela não sabia quanto o tempo lhe custaria. O tempo destrói, constrói, perpetua algumas dores e encaminha alguns amores.
Naquele dia qualquer a velha lhe tirou três gotas de sangue. Um era o seu passado, outro o presente e o último o futuro, pingou um de cada vez em seus olhos totalmente brancos.
Pingou o passado e sorriu. Um sorriso doce igual ao que a mãe de Mia havia sorrido ao vê-la pela primeira vez em seu colo.
Pingou o presente e olhou sentido ao céu e depois as flores. Seus olhos paralisados como se ela agora pudesse ver a magnitude das belezas do universo.
Pingou o futuro e pôs-se a chorar. Olhou para sua palma da mão enquanto as lágrimas de sangue caiam. E mostrou a Mia.
Na palma da mão não havia linhas vitais, era lisa. Nem sinal da linha do amor, da felicidade, da bonança e da vida, nada!
Mia ficou assustada, muito assustada, não sabia o por quê da senhora estar chorando tão calmamente e lhe mostrando a palma da mão. Sentiu suas pernas bambearem, sua alma pesar, então resolveu olhar para suas palmas das mãos.
Ela ficou estática, arregalou os olhos, ficou pálida. Também não havia mais linha alguma, eram apenas umas superfícies lisas, claras e macias.
A velha não precisou falar para que Mia entendesse que se tratava de sua morte, seu futuro.
Foram-se enxugadas as lágrimas. Cada uma tomou seu rumo, a velha em busca de mais alguma criança e Mia a caminho de casa.
A partir de então Mia começou a morrer, aprendeu que era mais fácil do que ter que acreditar que cada minuto era um minuto proveitoso para se viver.
E hoje estava pronta para o ato final de suas dúvidas, a morte.

(Por Maíra T. Padilha)

Por Ma Neumeister | 4:36 PM |

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Comments: Segunda-feira, Outubro 10, 2005


Por Ma Neumeister | 2:07 PM |

Comments:

**Diary of Dreams**

*Tears Of Laughter

I would be crying tears of laughter
If I could see me smile again

I still reach for the stars, but all I touch is my horizon
I still believe my eyes, but all I see is my blindness
I still reach for the stars, but all I touch is my horizon
I still believe my ears, but all I hear is lasting silence

Like a disciple of a witness
I judge upon my sacred eye
Still found the origin
In what's left of me inside

Can I call this my burden
Or is this just my dream to fly ?

Weaker, weaker every day
I forgot my urge to fly away

And is my life as bare as it is ?
Cold and lonely enough ?
Have you achieved what you were longing for ?
Sad enough this cannot be undone

I drop my eyes and shiver as I see
The reflection in the mirror of me

Have you given up, my friend ?
Forgiveness be mine

Por Ma Neumeister | 2:02 PM |

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Comments: Domingo, Outubro 09, 2005


Por Ma Neumeister | 5:48 PM |

Comments:

** Lili **

Ela estava muito apertada para ir ao banheiro fazer xixi. Mas não tinha como, já que estava no carro a caminho da praia. Seus pais haviam lhe convencido a ir naquele início de verão, e mesmo ela odiando praia, a maresia, os praianos, a pousada - de sempre - suja e tudo mais que uma praia podia lhe oferecer, Lili resolveu ir para agradar um pouco seus pais, já que quase nunca passavam algum tempo juntos. Os dois eram muito ausentes, mas amavam-na.
Bom como ia contando, Lili estava muito necessitada de ir ao banheiro, mas como queria logo chegar a praia pra ver aquela semana passar mais do que rapidamente, resolveu segurar mesmo que a bexiga já começasse a doer.
A estrada estava quase vazia, havia poucos carros na pista, o tempo não estava muito bonito, havia chovido há pouco tempo, mesmo que tenha sido chuva de verão - rápida - deixou a estrada bastante nebulosa e a pista escorregadia. Com a música alta (tocando The Best of Sting, que seus pais amavam) e todas as janelas fechadas, o carro estava se tornando insuportável para Lili, e ainda tinha aquela vontade imensa de fazer xixi a incomodando.
"Puta merda!" - pensava impaciente - "O pior é que ainda falta mais ou menos umas duas horas e pouco pra chegarmos na praia." Lili só teve uma solução, dormir pra ver se o tempo passava mais rápido, mesmo correndo o risco de se mijar nas calças ela preferiu dormir a ter que ficar acordada e assistindo a "bela" amostra vocálica de seus pais acompanhando o Sting.
Dormiu. Nenhum sonho, nada muito especial, só a dor no pescoço por estar dormindo sentada é que lhe fez ter algumas sensações desagradáveis no breve sono.
Sim, breve.
Lili acordou com sua mãe gritando por ajuda. Ela gritava desesperadamente enquanto seu pai tentava fazer o celular funcionar. Lili não estava entendendo nada, só conseguiu ver sua mãe toda ensangüentada e seu pai com alguns cortes no rosto.
A mãe de Lili chorava ajoelhada diante dela com as mãos no rosto como se estive chorando ao ver uma imagem milagrosa a sua frente, mas a expressão de sua face era de medo. Agora Lili olhava para o caminhão, ou melhor, o resto de caminhão ao lado do que sobrou de seu carro, era um caminhão não muito grande que levava uma carga de canos de ferro. O motorista estava jogado em cima da direção, morto.
Foi quando Lili se deu conta que não conseguia falar e que estava banhada de sangue. Pôs as mãos em cima de seu corpo e se deu conta que havia um ferro em cima dela.
A situação já estava ficando tediosa, todo aquele choro e desespero, embalados por uma canção insuportável daquele mesmo cd que estavam escutando.
Derrepente Lili solta uns gemidos. E pronto, se mijou toda.
Lili morreu com um cano de ferro atravessado na garganta, mas ao menos morreu aliviada, já que seu último prazer foi sentir sua bexiga - mais do que doida - esvaziar-se. E pela graça do bom Deus deixou de escutar aquela música horrível e presenciar a situação decadente que era ver seus pais em pânico. Também assim não teve mais que ir a praia.
Lili sentiria falta de algumas coisas, mas para ela naquele momento nada melhor que uma mijada gostosa.

(Por Maíra Tisbierek Padilha)

Por Ma Neumeister | 5:45 PM |

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